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Economia Angolana - Recursos Naturais

2.2 - Recursos Naturais

 

2.2.1   - Agricultura

Em termos agrícolas, Angola é potencialmente um dos países mais ricos da África subsariana.

Antes da guerra, Angola era auto-suficiente em termos da maioria das colheitas alimentares e era um dos maiores produtores de colheitas comerciais como: café, sisal, óleo de palma, bananas e açúcar de cana.

Do seu solo cultivável algumas terras são tão férteis que podem suportar até duas colheitas por ano.

No entanto, apenas 3% dos seus 8 milhões de hectares de terra arável estão a ser utilizados com esse fim2 logo, o potencial de Angola em termos de agricultura é ainda muito vasto.

Com um clima diversificado, Angola fornece inúmeras oportunidades para a agricultura comercial de uma grande variedade de colheitas tropicais e semitropicais, incluindo:

Mandioca   lnhame Sisal 
Milho Feijões Madeira
Soja   Arroz Tabaco
Bananas  Óleo de palma Citrinos e outros frutos tropicais
Cana-de-açúcar Café  
Algodão Girassóis  

Quando se fala de potencial agrícola de Angola é essencial destacar:

2.2.1.1 - O Café

Angola dispõe de um clima diversificado, o que possibilita a plantação de várias espécies de café, como o café Arábica (planta das zonas subtropicais) e o café Robusta (planta de um clima mais quente que o café Arábica).

Até 1975, Angola foi o 4º produtor mundial de café, com produções na ordem das 220 000 t2, nos anos anteriores à independência. O café cons­tituiu a principal exportação de Angola até 1973, ano em foi substituído pelo petróleo.

A cultura concentrava-se nas províncias do Noroeste e nos bordos ocidentais do planalto. Com o início da guerra, em 1975/76, a produção diminuiu, levando ao desaparecimento da estrutura comercial.

2.2.1.2 - Os Cereais

Após a independência, os níveis de produção de cereais decaíram muito, tendo sido entre 1992 e 1995 apenas 30% da colheita registada em 1973. De acordo com a FAO, a produção de cereais, em 1995, foi de 321 000t.1

2.2.1.3 - O Açúcar

Ao longo dos anos, o crescimento das produções de açúcar foi regu apesar da estagnação da Açucareira de Bom Jesus e do encerramento Açucareira do Quissol em 1968, mas não permitiram no entanto conservação das exportações nem após 1973 a cobertura do consumo nacional, devido ao consumo de açúcar pelas indústrias alimentares (fábricas de refrigerantes, cervejeiras, de biscoitos, etc.).

No entanto, dadas as condições conjunturais pelas quais a República de Angola foi passando, e à semelhança do que aconteceu em todos ramos da indústria transformadora, o país pouco fez em termos investimento, o que provocou a deficiência dos equipamentos consequentemente, a redução contínua das produções, até à sua paralisação total, como aconteceu em todos os sub-ramos da indústria alimentar.

Analisando o desempenho da indústria açucareira nas décadas de 60 e 70, constata-se que as produções máximas foram obtidas nos anos de 71/72 e 72/73.

A partir da colheita de 74/75, as produções de açúcar por diversas vezes foram decrescendo, tendo-se atingido em 1990 as menores de sempre até ao encerramento da última açucareira (Dombe-Grande), verificada 1991.

Actualmente, o MIND decidiu reconverter as açucareiras (com excepção da do  Dombe Grande) em Pólos de Desenvolvimento Agro-Industriais, com o envolvimento do Ministério da Agricultura, para permitir excedentes agrícolas industrializáveis a médio e longo prazos. Iniciaram também estudos para conduzirem à implementação de novas açucarei noutras províncias do país, como Malanje (Norte), Cunene (Sul).

2.2.2   - Pecuária

Angola dispõe de diversas coberturas herbáceas, que, de acordo com respectiva composição florística, valor forrageiro e grau de palatabilidade correspondem a três tipos de pasto (doce, misto ou acre). Esta diversidade uma condição natural, favorável ao exercício da pecuária.

2.2.3- Sivicultura

Existem grandes recursos florestais em Maiombe (Cabinda) e Dembos (Cuanza Norte). Nestas florestas existem espécies tropicais variadas, mais vulgarmente chamadas madeiras nobres ou exóticas, como ébano, o sândalo e o pau-rosa.

Para além destas madeiras nobres, existem ainda plantações d madeiras mais comerciais, como o eucalipto e o pinheiro, desenvolvidas período colonial, nomeadamente no Alto Catumbela, e na província Benguela. Em 1993, a área florestal angolana era de 51,9 milhões hectares, segundo estimativas da FAO (Organização para a Agricultura Alimentação)3.

2.2.4  - Pesca

Angola dispõe de 1600 km de costa rica em cavala, atum, marisco e sardinhas. Dispõe ainda de inúmeros portos, o que também é uma condição favorável à prática da pesca.

2.2.5  - Minerais

Angola dispõe de vastos depósitos de minerais, como:

Diamantes Vanádio
Ferro  Titânio
Ouro  Crómio
Fosfatos Berilo
Manganês Caolino
Cobre Quartzo
Chumbo  Gipsita
Zinco   Mármore
Estanho  Granito
Volfrâmio  

Só uma pequena parte destes recursos se encontra completamente avaliada. Desde a independência que a actividade mineira angolana se resume à extracção de diamantes, nas províncias das Lundas, a nordeste, e em escalas mais reduzidas às extracções de mármore e granito no Sudoeste.

Quando se fala do potencial de Angola em recursos minerais, é essencial destacar a indústria dos diamantes, que será alvo de uma análise posterior.

2.2.6  - Energia

Em termos energéticos, Angola possui diversidade e quantidade. Além de possuir inúmeros jazigos de petróleo, detém um potencial hidroeléctrico notável e reservas de gás natural.

Dada a sua importância na economia angolana, o petróleo merece uma análise posterior mais detalhada.

Electricidade:

Angola é um país atravessado por rios com um poderoso caudal, isto é, com um enorme potencial em termos de produção de energia hidroeléctrica.

De acordo com estimativas governamentais, em 1994 a produção de electricidade era de 1028 milhões de quilovates-hora 3.

Os seus níveis de produção são suficientes para que Angola possa planear vir a ser um exportador regional de energia hidroeléctrica.

Angola faz também parte de uma associação internacional que visa a implementação de centrais hidroeléctricas ao longo da fronteira com a Namíbia.


Em circunstâncias normais, a fonte hidroeléctrica é a principal origem de energia eléctrica em Angola. No entanto, progressivamente as centrais foram ficando indisponíveis, passando-se a recorrer às fontes de energia termoeléctrica a partir da segunda metade da década de 80.

Assim, cerca de 80% da produção provém da energia hidroeléctrica e os restantes 20% provêm de instalações térmicas.

Com a situação da guerra, o consumo de energia estagnou, especialmente na indústria, e o sector residencial tornou-se o principal consumidor de energia. A participação da energia térmica aumentou durante a guerra, pois as estações hidroeléctricas foram sondo danificadas. Foram efectuados investimentos para aumentar a capacidade térmica relativamente a Luanda. É de destacar que a capital consumiu cerca de 65% da electricidade produzida.




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