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Economia Angolana - Infraestruturas

2.3 - Infraestruturas Básicas

2.3.1    - Transportes

2.3.1.1 - Sistema Viário

Até ao fim do período colonial foi desenvolvida uma rede rodoviária relativamente boa. A deterioração actual das estradas angolanas deve-se a factores como a guerra, a fraca manutenção e a escassez de investimento. Há ainda que recuperar as inúmeras pontes que foram danificadas ou mesmo destruídas durante a guerra.

Em 1994, esta rede rodoviária era constituída por 8000 km asfaltados e 7870 km de estradas de cascalho, o que perfazia uma rede de 75 000 km de estradas3. Este total de 16000 km de estrada é administrado pelo Instituto Nacional de Estradas Angolano (INEA).

Estas estradas são vitais para a ligação de Luanda às outras capitais de província e para o acesso aos portos e às fronteiras, o que é essencial para o dinamismo económico.

2.3.1.2 - Sistema Ferroviário

O sistema ferroviário angolano é constituído por tês linhas que percorrem o pais no sentido este-oeste, e cuja extensão é de cerca de 2750 km.

A rede principal é a de Benguela (1305 km)2.

Sendo uma das linhas férreas mais importantes da África Austral, liga as terras planálticas de Angola, a cidade do Huambo e os países interiores Zaire e Zâmbia através da rode da República Democrática do Congo) com o porto do Lobito.

As outras linhas são a de Moçamedes (907 km), que une o porto de Namibe e Menongue que, quando estiver recuperada, permitirá um transporte de bens e pessoas mais eficiente entre o porto-cidade de Namibe para o Sul de Angola e para o Norte da Namíbia.

A linha Luanda-Malanje, também conhecida por linha de Luanda, tem uma extensão do 538 km3 e quando for reconstruída vai ligar Luanda à zona agríoola, por excelência, de Angola (os vales de kassange e do Cuanza), e aos campos de diamantes.


2.3.1.3- Sistema de Portos

Angola dispõe de três grandes portos, o que a torna um ponto de ligação para o resto da África Austral.

As três linhas férreas existentes fazem as ligações a esses três portos:

Luanda. Lobito e Namibe. Em ternos de tonelagem, existe ainda um outro porto importante, o terminal petrolífero de Malongo. em Cabinda.

2.3.1 .4- Sistema de Transportas Aéreos

Angola tem uma companhia aérea nacional, a TAAG - Linhas Aéreas do Angola que tem voos internos e internacionais. No Aeroporto de Luanda existem voos para destinos em África, na Europa, na América do Sul, nas Caraibas.

O Aeroporto de Luanda dispõe ainda de voos de outras companhias como a TAP, Air France, a SAA, a Aeroflot, e outras.

O Aeroporto de Luanda foi cotado entre os 30 Aeroportos mais movimentados do Mundo, com um aumento de 81,9% do seu volume de carga entre 1995 a 19962.

2.3.2 . Rede de Telecomunicações

A guerra e a falta de financiamentos internacionais levaram a uma degradação das intra-estruturas de telecomunicações em Angola.

Entre 1992 e 1994, várias capitais de província ficaram sem ligações telefónicas com o resto do país.

No domínio das telecomunicações Angola é um dos 30 países mais atrasados nomeadamente devido ao seu índice de penetração telefónica e de qualidade dos seus serviços.

Em 1975, o número de linhas telefónicas instaladas era de 46 000 e em 1991 estavam instaladas 78000 linhas telefónicas

2.3.3 - Rede de Água

De um modo geral, a situação dos diversos sistemas de abastecimento de água aos principais centros urbanos é deficiente devido, essencialmente, ao envelhecimento dos equipamentos e das instalações, à falta de meios humanos para assegurar uma correcta operação e a duas décadas de investimento insuficiente

Em termos de água potável, a cobertura do seu abastecimento é, de um modo geral, deficiente.

Esta situação foi acentuada com a expansão de enormes bairros clandestinos em torno das principais cidades, devido ao êxodo de desalojado­ das zonas rurais.

Assim, nos meios urbanos e suburbanos, aproximadamente 47% dos sistemas de abastecimento encontravam-se inoperacionais e todos os restantes funcionavam com deficiências.

Nos meios rurais, a água é obtida em fontes ou em poços superficiais. onde não existe qualquer tratamento da água.

No meio rural, 85% da população não dispõe de abastecimento de água, pelo menos de uma fonte de qualidade garantida.

A saúde da população reflecte estas condições, pois existem surtos de doenças transmitidas pela água, como a cólera e a malária.

2.3.4  - Rede de Saneamento

Em 1990/91, apenas 45% da população tinha acesso a condições sanitárias adequadas (latrinas, etc.)

2.3.5  - Produção e Distribuição de Electricidade

Como já foi referido, Angola dispõe de um grande potencial em termos de produção de electricidade, em centrais hidroeléctricas, pois é um pais atravessado por rios de poderoso caudal. Não excluindo a produção de energia termoeléctrica, que representa actualmente 20% da energia consumida em Angola.

O fornecimento de energia eléctrica é feito por três sistemas principais:

• Norte: que alimenta as províncias de Luanda, Bengo, Cuanza Norte, Nlalanje e Cuanza Sul.

• Centro: que serve as províncias de Benguela, Huambo e parte do Bié.

• Sul: que fornece Huila e Namibe.

Cada um destes sistemas estão associado a uma importante bacia hidrográfica, respectivamente a dos rios Cuanza. Catumbela e Cunene.

No rio Cuanza situa-se a barragem de Cambambe e no rio Dande situa-se a das Mabubas, fornecendo ambas electricidade a Luanda.

As centrais de Lomaum e Biópio, no rio Catumbela, servem as províncias dc centro, como Benguela e Huambo. A principal fonte de energia do Sul é a central de Matala, situada no rio Cunene.

A barragem hidroeléctrica de Capanda, com uma capacidade de 520 MW é o único projecto de desenvolvimento que Angola tem em termos de produção hidroeléctrica.

O custo desta barragem está estimado entre 1,5 e 2 biliões de dólares e será financiado pela Rússia e pelo Brasil. Quando for terminada, nos finais dos anos 90, vão ainda ser necessárias ligações entre a barragem e a cidade de Luanda.

Há dois projectos de energia eléctrica que estão a ser financiados pela Agência Internacional de Desenvolvimento (IDA). Estes projectos incluem a reabilitação da estação hidroeléctrica no Biópio e a construção de instalações para a Manutenção do Sector da Electricidade, que é estatal.

Vai começar brevemente, em Angola, a reconstrução da rede nacional de energia, com um custo superior a 800 milhões de dólares.

A primeira fase do processo de implementação, que será entre 1997 e 2001, exige uma quantia de 400 milhões de dólares, a ser aplicada na reconstrução de instalações danificadas pela guerra2. Entre 2001 e 2016, o plano irá ter como prioridade a construção de novas centrais energia e de centrais hidroeléctricas. A longo prazo, o governo tem planeado a ligação dos três dos três principais sistemas de energia. Vai ainda investir em redes para além fronteiras, para permitir à Angola exportar electricidade para a região.

As empresas responsáveis pela produção e distribuição de energia em Angola são a ENE (produção) e a EDEL (distribuição); operam coma departamentos do Ministério da Energia, mas a sua gestão é pouco eficiente e têm demasiados funcionários, com uma grande percentagem de trabalhadores não especializados e com poucos técnicos de médio ou alto grau de especialização.

As tarifas e as contagens são inadequadas, sendo insuficientes para cobrir os custos de funcionamento e, por isso, estas companhias são financiadas por subsídios públicos para que possam continuar a funcionar.




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