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Economia Angolana - Historial

1.1

A economia angolana apresentava-se em franco crescimento, com uma taxa média anual do PIB de 7,8% , entre os anos de 1960 e 1974, de acordo com os dados do Banco Mundial.


Após a 2ª Guerra Mundial, o crescimento económico foi grandemente estimulado pelo chamado "boom do café", sendo posteriormente reforçado pela expansão da indústria do petróleo. Em 1973, este, tornara-se a sua principal exportação, sendo mesmo superior à de café, na qual Angola ocupava o 4º lugar a nível mundial.
Angola era também o 4º produtor de diamantes e um grande produtor de minério de ferro.
Em termos agrícolas, era quase auto-suficiente a nível alimentar, dispondo ainda de excedentes para exportação.


A sua indústria pesqueira, apesar de não ser muito desenvolvida, tinha algum significado. A indústria transformadora estava a expandir-se rapidamente nos anos 60, início dos 70, fortalecida por um crescimento do mercado, por políticas proteccionistas e incentivos ao investimento. Toda esta conjuntura favorável começou a desagregar-se após 1975.


Todos os sectores foram afectados, quer pela destruição das suas infra-estruturas, quer pela estagnação em que entrou todo o ciclo económico.


O Governo do MPLA tentou restaurar a produção, a partir de 1976, tarefa que se revelou infrutífera. Apenas o sector do petróleo reagiu a esse esforço de recuperação, expandindo-se rapidamente desde o início dos anos 80, tornando-se a 2ª maior indústria da África subsariana.


Alguns sectores pareciam estar a recuperar no final dos anos 70, no
entanto, o reacender da guerra, nos anos 80, trouxe o declínio e a
estagnação. Os níveis de produção, na maioria dos sectores, eram inferiores
aos registados no início dos anos 70.


As finanças públicas e a balança de pagamentos apresentavam um défice acentuado, e apesar do aumento das receitas do petróleo, Angola acumulara uma significativa dívida externa.


A partir de 1976, o Governo iniciou uma política de planeamento centralizado, que manteve por 15 anos, iniciando algumas reformas pro-liberalização no princípio dos anos 90.
De forma geral, a economia angolana registou um crescimento nos últimos 15 anos, crescimento esse gerado em grande parte pelo petróleo, já que, simultaneamente, os sectores não petrolíferos decaíram. Esta situação gerou um grande desequilíbrio, acentuado pelo facto de as receitas do petróleo não terem sido investidas nos sectores produtivos por virtude dos conflitos violentos internos.


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